sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2 minutos...

Há coisas que não se explicam e no entanto estão mesmo debaixo do nosso nariz o tempo todo.

2 minutos!

Algo mudou naquele momento. Quando temos certeza de algo mas ao mesmo tempo esperamos o contrario a vida arranja forma de nos surpreender.

E a surpresa, ali, naquele momento foi poeticamente perfeita. É inexplicável a forma como tudo encaixou quando os meus olhos encontraram os teus. Tudo fez sentido.

De repente o meu coração sentiu-se completo. Como se tivesse encontrado a outra metade, que sempre tinha estado ali.

E 2 minutos bastaram para nada ser igual ao que era.

2 minutos chegaram para ver coisas de uma forma como nunca tinha visto.

2 minutos foi o que bastou para acordar a pequena sensação de complementaridade que o meu interior sempre procurou.

E ali, como que se nada mais interessasse, a vontade era de fazer o comboio levar-me para trás. O meu coração batia com força suficiente para o fazer voltar lá, para onde estavas. Mas em vez disso continuava a sua rota normal.

A música que ouvia falava e parecia clamar tudo o que o coração sentia e nao tinha coragem de dizer.

"Quase que não chegava

A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser

Faremos o crime perfeito

Sabe bem ter-te por perto

Sabe bem tudo tão certo

Sabe bem quando te espero

Sabe bem beber quem quero"

Em cada paragem, apesar de sentir-te mais longe, o momento não desvanecia. Estava ali como que do presente se tratasse.

Cada palavra, cada gesto, cada olhar..

Então o ultimo olhar... aii...

A mim sempre me disseram que um olhar daqueles "denunciava qualquer segredo" Mas será que sim?
Que segredo era o teu, corredor forasteiro que num ápice roubaste tudo o que tinha como certo?

Fizeste acordo com o tempo para me pregares partidas? Que segredo era esse?

Seria o meu?

Aquele que te confessei e pareceste não entender?

É?? Diz-me que meu coração bate impaciente..

Às vezes nadamos tanto contra a maré que nem vemos o quão a corrente nos faria bem.

São precisos 2 minutos para tudo mudar. Porquê?

Depois de tantos anos já se esperava que as coisas que temos como certas fizessem total sentido e representassem a veracidade perante o que nos envolve. Em vez disso, 2 minutos bastaram para mudar tudo.

Aquele momento deixou escapar todo esse sentimento e no entanto toda a complementaridade nunca pareceu tão incompleta.. Fui só eu que o senti?

2 minutos...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É suposto...

Quando mais precisamos, nada é como queremos. Olhamos à volta e tudo parece desmoronar. E porquê?

Simplesmente, NÃO SEI! So what?

É suposto passarmos o resto do tempo revoltados?

É suposto questionarmos tudo à nossa volta?

É suposto relembrar os momentos bons com mais intensidade e significado?

É suposto seguir em frente?

É capaz é. Só é pena só nos apercebermos disso quando o momento já passou e já reagimos em fúria e de cabeça quente ao que se nos apresentou!

Nada acontece por acaso, mas nem tudo tem motivo. Ou será que é apenas suposto não o entendermos?



"Life has a funny way of sneaking up on you
Life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out" by Alanis Morissette





sábado, 2 de janeiro de 2010

Lá...

Mais um ano que passa.

Mais um ano que passou.

Cada segundo, cada dia, cada mes, são como mais um passo que me leva para longe das memorias...

Do que vivi, do que vivemos...

Porque, por incrivel que pareca, continuo a sentir-te tao presente como da primeira vez :')

A ti, a nós...

Nós fomos felizes, eu fui feliz! Tu foste feliz, voces foram felizes...

E aquele lugar mantem-se imortal.. Lá onde só nos sabemos, onde só nos respiramos e vivemos...

Lá onde tudo é igual, longe daqui onde tudo é diferente.

Lá onde sorrimos, crescemos, vivemos...

Lá...