terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Não há palavras suficientes para descrever o sentimento de perda, muito menos, quando nós próprios parecemos não senti-lo verdadeiramente"


E assim passou mais um dia.

Para muitos, um dia como qualquer outro, para outros apenas mais um, para nós, um dia marcante. Todos nós sabemos que um dia será a nossa vez, sabemos que em algumas situações estamos mais sujeitos a partir primeiro, mas mesmo assim, é impossível passar indiferente a tudo isto.

Não é agora que custa, não são as lágrimas de hoje que marcaram o presente nem o futuro, mas sim as lágrimas de amanha que nos levam ao passado.
Tudo o que se viveu parece desfilar mesmo à nossa frente como se assistissemos passivos a toda a nossa vida sem nada poder alterar. Pior, sem conseguir apreciar verdadeiramente o momento.

Não há palavras suficientes para descrever o sentimento de perda, muito menos, quando nós próprios parecemos não senti-lo verdadeiramente.

Sinto que a qualquer momento as minhas pestanas abrirão e tudo à minha volta voltará a estar igual ao que era. Sinto que a qualquer momento vou olhar para o lado e vê-la sorrir para mim uma vez mais.

É indescritível pensar que foi assim o adeus.

E no entanto, foi!


1 comentário:

Neo disse...

'Quando já nada é intacto
quando tudo na vida vem em pedaços
e por dentro me rebenta um mar
quando a cidade alucina
num luar de néon e de neblina
e me esqueço de sonhar

Quando há qualquer coisa que nos sufoca
e os dias são iguais a outros dias
e por dentro o tempo é tão voraz

Quando de repente num segundo
qualquer coisa me vira do avesso
e desfaz cada certeza do meu mundo

Quando o sopro de uma jura
Faz balançar os dias
Quando os sonhos contaminam
Os medos e os cansaços
quando ainda me desarma
a tua companhia
e tudo o que a vida faz
Em mim

Quando o dia recomeça
e a noite ainda te prende nos seus braços
e por dentro te rebenta um mar

Quando a cidade te esconde
e o silêncio é o fundo das palavras
Que te esqueces de gritar'

Mafalda Veiga
Quando (Já Nada é intacto)


não sei bem que te dizer. o que posso dizer... se devo... acho que nesses momentos a mafalda veiga consegue sempre falar por mim...
[nunca te esqueças que estou por aqui... sempre por aqui...]
um beijo. dois.